6.8.07

O ritmo das ruas

O hip-hop não é só um estilo de cantar ou dançar. É principalmente uma cultura iniciada em Nova Iorque no final da decada de 60 - cultura essa que fala sobre os conflitos sociais, da violência urbana, vividos pelas classes menos favorecidas da sociedade.
Problemas que são refletidos nas letras questionadoras, no ritmo forte e intenso e nas imagens grafitadas pelos muros da cidade.

No Brasil, o Hip-Hop mostra a realidade de muitos jovens que são pobres e vivem nas grandes cidade como o Rio e São Paulo. O hip-hop se expressa em três modos:
1- O modo de cantar (Rap)
2- O modo de dançar (Street Dance)
3- O modo de pintura (Grafite)
Esses modos são usados em forma de protesto e discussão que envolve o preconceito racial, já que a maioria dos cantores de rap são negros e sendo assim são vítimas, e a miséria dessa população discriminada, ignorada, pobre e excluída. O hip-hop é um grito de socorro e alerta sobre o que acontece nos guetos, esquinas e ruas.

Os mais tradicionais rappers de hip-hop ainda falam sobre os problemas e suas respectivas comunidades e talvez por causa disso, não façam muito sucesso.
Agora, os que saíram da linha de "preconceito racial e dignidade de vida" e passaram à fase "ei, mina, quer ir lá pra casa?" estão fazendo sucesso hoje em dia, mesmo descaracterizando totalmente o Hip-Hop. Exemplos desses últimos são:
Ne-Yo, Chris Brown, Eminem, 50 Cent, JaRule, Akon e Snoop Dog (que antes não era).
Eles basicamente se venderam à mídia.

O verdadeiro ideal do Hip-Hop é valorizar os desvalorizados e ajudá-los o quanto puder e não valorizar o sexo, as drogas e a violência, já que foi disso que saiu o Hip-Hop.

Um comentário:

Tamires disse...

Muito bom o texto, vc me surpreendeu...